3 Problemas da generalização que talvez você ainda não conheça

 

Vamos considerar o termo generalização aqui como: a apresentação de um mesmo comportamento em situações que guardam alguma(s) características(s) em comum.
Por exemplo: quando evitamos andar em uma rua com pouca iluminação à noite por que ficamos sabendo que em outra rua pouca iluminada um indivíduo foi assaltado à noite (mesmo não sendo a mesma rua). Em outras palavras, é como se nos comportássemos a partir da seguinte conclusão: ao transitar em local pouco iluminado pela noite correrei o risco, consideravelmente maior (do que em outras situações), de ser assaltado.

A generalização é um processo muito comum em nosso comportamento cotidiano, que ocorre mesmo que não estejamos cientes disso, sendo que, muitas vezes, nos auxilia a lidar de uma maneira prática (por exemplo: agir rapidamente, evitar situações de perigo...) com o nosso contexto.

Mas... como na vida nem tudo são rosas...também podemos ter problemas ao generalizarmos...

Vamos rapidamente abordar aqui 3 dos principais problemas que podemos ter ao fazermos uso da generalização:

1- Ao generalizar deixamos de nos atentar aos fatores mais específicos de uma determinada situação, o que, por sua vez, poderia resultar em uma explicação mais científica (completa) e assim, uma compreensão menos simplista da situação. Por exemplo: ao generalizar, podemos acreditar, a partir do que ocorreu com o copiloto da Germanwings nos Alpes franceses, que toda pessoa com depressão é um futuro suicida. Neste caso, deixamos de levar em conta diversas variáveis (públicas e privadas) específicas que influenciaram o comportamento em questão e que NÃO estão presentes em todas as pessoas que desenvolvem depressão.

2- Evitamos o desenvolvimento de debates e discussões que poderiam ressaltar questões ainda não abordadas e discutidas e assim favorecer uma nova percepção (muitas vezes mais realista) sobre as coisas. Por exemplo: quando antes mesmo de tentarmos entender os argumentos (escutar, prestar atenção na maior parte das palavras que são ditas) de alguém sobre a atual situação política, já o taxamos de "esquerdista caviar" ou "direitista coxinha" encerrando a conversação.

3- Podemos deixar, permanentemente, de entrar em contato com coisas que tiveram alguma característica negativa, apenas na primeira vez que entramos em contato com elas, deixando de aproveitarmos uma situação nova que, muito provavelmente, nos proporcionaria (novas) consequências positivas.Mais um exemplo para concluir: não é por que na primeira vez que alguém vai à uma academia e exagera na frequência e intensidade dos exercícios tendo como consequência uma lesão no ombro, que a partir disso (e após a cura da lesão), ir à academia e se exercitar (moderadamente) será insalubre e perigoso para a manutenção de sua integridade física.

Vamos com cautela... tentar observar mais partes do todo e não apenas uma de suas partes como se fosse um todo.
Vale a pena!

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Psicólogo Derek Kupski Gomes.
CRP:08/18317

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