Transtornos alimentares, como se tornam um problema?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Quem nunca ouviu falar em transtornos alimentares? Nos dias de hoje isso é razoavelmente difícil ocorrer.
Pretendo então abordar aspectos sobre os quais a probabilidade de você já ter ouvido falar é bem menor.

Primeiro, vamos às classificações, as três principais são:

1)Anorexia;
2)Bulimia;
3)Transtorno de Compulsão Alimentar
Periódica.

Definições: 1) A anorexia é caracterizada por uma alimentação insuficiente (considerando peso x altura x idade), devido, principalmente, à uma percepção distorcida do próprio corpo, ou seja, a pessoa pode estar pesando 50 quilos tendo 1,80 de altura, mas apesar disso acreditar que está muito acima do peso desejável. Além dessas percepções desajustadas sobre a forma corporal, não é raro que ocorram pensamentos em forma de regra com autocríticas inflexíveis como: "estou muito gorda, assim ninguém irá me aceitar"; "eu preciso emagrecer, caso contrário, será o fim" e "se eu continuar gorda assim, ficarei para sempre sozinha".

2)Na Bulimia, o problema se refere a ingestão de quantidades elevadas de comida em períodos curtos de tempo seguida por tentativas de compensar o comportamento apresentado, o que pode ocorrer através de vômito auto - induzido, purgação ou até com o uso de drogas, uma outra possibilidade é a prática excessiva de exercícios e/ ou jejuns. Neste caso os pensamentos que costumam ocorrer incluem medo excessivo de engordar e conclusões de que se perdeu o controle sobre o comportamento de comer.

3)Já no Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica, a pessoa ingere rapidamente grandes quantidades de comida, mesmo sem estar com fome, se sentindo posteriormente triste, culpado ou até com raiva de si mesmo.

Certo, agora que já vimos as definições, vamos falar um pouco sobre alguns fatores que estão envolvidos na maioria dos casos onde um ou mais destes transtornos ocorrem...

Antes dos fatores, vale ressaltar que estes transtornos são desenvolvidos principalmente por mulheres.

- Como sou e como me vejo: sim, são coisas diferentes a realidade pode ser interpretada de diversas formas, e dependendo da forma como a interpretamos (aprendemos a interpretar de uma ou outra forma, dependendo de nossas experiências de vida) temos consequências positivas ou negativas;

-Como as pessoas me vem? O que pensam sobre mim? Preocupações demasiadas sobre possíveis percepções que outras pessoas terão sobre nós geram muita ansiedade e sofrimento o que por sua vez pode levar tanto a comportamentos compensatórios como na bulimia ou ainda a ingestões compulsivas como no Transtorno de Compulsão Alimentar Periódica, neste caso os dois comportamentos teriam a função de neutralizar a ansiedade, o que pode até ocorrer (temporariamente), entretanto, parece funcionar o que na maior parte dos casos mantém o comportamento ocorrendo e cria um círculo vicioso .

Sendo assim, fica claro que o comportamento de comer pode ter outras funções que vão muito além da necessidade de prover o organismo com as propriedades nutricionais necessárias para a nossa sobrevivência.

Por isso a atuação do Psicólogo no atendimento a pessoas com transtornos alimentares se faz tão importante, pois se trata do profissional adequado para avaliar e planejar o tratamento (identificando a função de cada comportamento problema), cabe ainda ressaltar que atualmente, há diversos estudos específicos realizados e instrumentos científicos de avaliação psicológica (entrevistas e testes) nesta área, que auxiliam o profissional de Psicologia a atingir os resultados almejados.

Psicólogo Derek Kupski Gomes.
CRP:08/18317

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